sábado, 5 de fevereiro de 2011
Identidade - Quem Sou EU?
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Leituras de O Peregrino - As Instituições e o Vale da Sombra da Morte

STOTT, John. Por que sou cristão. Trad. Jorge Camargo. Viçosa (MG): Ultimato, 2004.
Leituras de O Peregrino - O Reino de Deus é Aqui

Em nossas comunidades temos que priorizar em sua missão a encarnação do Reino de Deus, na construção de uma nova sociedade, onde predomine uma nova liberdade, uma nova paz, nova vida e uma nova felicidade em todas as suas instituições. Sendo uma realidade que não faz aliança com as propostas da nossa sociedade globalizada, de vivermos com base em seu grande mercado de consumo de caráter individualista e egocêntrico.
SPURGEON, Charles Hadson. O melhor de C. H. Spurgeon. Trad. Solange Domingues Soares. Curitiba (PR): Luz e Vida, 1997.
STOTT, John. Por que sou cristão. Trad. Jorge Camargo. Viçosa (MG): Ultimato, 2004.
Leituras de O Peregrino - A Aventura da Liberdade

STOTT, John. Por que sou cristão. Trad. Jorge Camargo. Viçosa (MG): Ultimato, 2004.
Leituras de O Peregrino - Imagens da Cidade da Destruição

BUNYAN, John. O peregrino – a viagem do cristão a cidade celestial. Trad. Alfredo H. da Silva. São Paulo: Martin Claret, 2004.
BRUNNER, Emil. Teologia da crise. Trad. Paulo Arantes. São Paulo: Novo Século, 2000.
____________. Veneno na fonte. Revista Ultimato. Viçosa (MG), 287. ed., Março-Abril de 2004.
SCHAFFER, Francis. Separação global. Revista Ultimato. Viçosa (MG), 287. ed, Março-Abril de 2004.
Leitura de O Peregrino em Tempos Globais - Parte II

A participação de Bunyan, em primeira instância dos movimentos heréticos, refere-se a essa questão de sua condição social em ser pertencente às camadas subalternas. Esta condição adquire fortes expressões em O PEREGRINO, como na imagem de: o Sábio-Segundo-Mundo, o Formalista e Hipocrisia são colocados como pertencentes a nobreza, e não participam do Reino de Deus. Enquanto que os peregrinos são representados como pertencentes às camadas subalternas como: quando Cristão e Fiel se encontraram durante a peregrinação na Vila da Vaidade, onde Fiel foi levado ante o Juiz Ódio-ao-Bem, por haver caluniado vários membros da Vila que pertenciam a aristocracia (HILL, 1987: p.386-387).
Em terceiro lugar, O Peregrino representa uma resposta existencial de Bunyan as crises da Inglaterra do século XVII. Em que as pessoas das camadas subalternas através da meditação da Bíblia encontravam a resposta para as crises sociais, econômicas e espirituais que enfrentaram de forma intensa.
BUNYAN, John. O peregrino – a viagem do cristão a cidade celestial. Trad. Alfredo H. da Silva. São Paulo: Martin Claret, 2004.
_____________. Graça em Abundância para o principal dos pecadores. Trad. Felipe de Araújo Neto. Cuiabá (MT), março de 2003. Disponível em: www.monergismo.com.br/livros/bunyan. Acesso em: 07 de junho de 2005.
HILL, Christopher. O mundo de ponta-cabeça: idéias radicais durante a revolução inglesa de 1640. Trad. Renato Janine Ribeiro. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.
LOPES, Augustus Nicodemus. Puritanismo. O Presbiteriano Conservador. Setembro-Outubro de 1995.
LUNDIN, Roger. Introdução. In: O peregrino – a viagem do cristão a cidade celestial. Trad. Alfredo H. da Silva. São Paulo: Martin Claret, 2004.
Leitura de O Peregrino em Tempos Globais - Parte I

Em O PEREGRINO encontramos uma vivência com o propósito de obtenção de respostas existenciais em relação às crises sociais que geravam nas pessoas, em especial das camadas subalternas, que o próprio Bunyan também pertencia. Sendo assim, a religiosidade e fé experimentada por essas camadas como uma vivência transcendente a filiação institucional e acessível a todas as pessoas através da leitura da Bíblia.
Pensavam a verdade como permanente, sendo a revelação de Deus dada aos fiéis através da iluminação, em que novas verdades eram descobertas e expressavam respostas as necessidades concretas do seu tempo. Enquanto a fé era uma realidade que o sujeito experimentava dentro de si as verdades da Escritura e eram superiores as verdades tradicionais transmitidas pelas autoridades religiosas. Ressaltando, assim, a fé como uma vivência do coração que alcança a sua alta expressão na praticidade dessas verdades, na realidade cotidiana das pessoas (HILL, 1987, p.350).
Referências
HILL, Christopher. O mundo de ponta-cabeça: idéias radicais durante a revolução inglesa de 1640. Trad. Renato Janine Ribeiro. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Tempos Globais, Religião e Evangelho - Parte II

2. O mundo como descontínuo e relativista. Rejeita a possibilidade de se ter e encontrar uma verdade única sobre o mundo, pelo fato da existência de uma multiplicidade de mundos e isto porque não acreditam que o mesmo seja formado por leis isentas de qualquer influencia externa, mas sim como uma construção humana através dos conceitos que os indivíduos formulam em seus grupos sociais.
a) A religião como uma representação simbólica particular. Onde cada vivência religiosa possui um caráter extremamente única e particular, na qual transcende a qualquer tipo de sistematização que busca abranger o global.
b) A negação das metanarrativas religiosas. Não aceita a pretensão de se elaborar um único e universal discurso religioso através dos dogmas. Existindo assim a parcialidade e fragmentação de todos os discursos e dogmas religiosos, onde cada comunidade religiosa narra a sua verdade sobre Deus e a vida. Temos um relativismo religioso de verdade que resulta em pluralismo religioso.
c) A religião como uma representação da subjetividade humana. A religião entendida como uma construção do indivíduo como ser pessoal, no qual tem a autonomia de selecionar os seus credos conforme os seus interesses. Não consistindo a religião em uma imposição de influencias externas, possuindo também um caráter mutável porque está fundamentada na subjetividade do indivíduo.
GONDIM, Ricardo. Fim de Milênio: os perigos e desafios da pós-modernidade na igreja. 2 ed. São Paulo: Abba Press, 1999.
HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Trad. Tomaz Tadeu da Silva e Garacira Lopes Louro. 7. ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2003.
VANNUCHI, Camilo. A sociedade do excesso. Revista ISTOÉ. São Paulo, 1819. ed, 19 de agosto de 2004.
HOUTART, François. Mercado e religião. Trad. Claúdia Berliner e Renata Cordeiro. São Paulo: CORTEZ, 2002.
Cleófas Júnior
Tempos Globais, Religião e Evangelho - Parte I

A modernidade, conforme os historiadores, teve inicio com o período histórico do Renascimento na Europa. Neste movimento os pensadores são denominados humanistas, no sentido que procuravam o renascimento dos valores humanos expressos nos escritos produzidos nas antigas civilizações grega e romana. Esses pensadores renascentistas ansiavam por fundamentos e significados opostos ao período da Idade Média, para o entendimento do mundo, que eles classificaram como “Idade das Trevas”.
Essa contraposição em relação aos fundamentos e significados sobre o entendimento do mundo, que conforme GRENZ (1997: p.97-98), desde Agostinho até a Reforma eram conduzidos pelos teólogos e por reflexões teológicas. Os teólogos cristãos mesmo diante de divergências particulares, concordavam de que o mundo era um todo ordenado, onde Deus era o ser mais elevado e supremo, sendo o personagem principal da história humana e o ser humano existe para servi-lo. Mas a consolidação da modernidade em contraposição a essas significações, que exerceu uma hegemonia na civilização ocidental em toda a Idade Média, adveio com o movimento do Iluminismo.
2. O mundo como algo concreto, ordenado e unificado. Esse mundo é do universo formado por um conjunto de leis que são pré-existentes a quaisquer influências externas a sua natureza. O homem pode encontrar a verdade sobre o mundo através da sua racionalidade, isto só é possível com a utilização do método científico. A grande metanarrativa da ciência começa a ser o árbitro para o homem encontrar a verdade do mundo, sem necessitar dos anteriores pressupostos teológicos (GRENZ, 1997, p.106-107).
3. A crença no progresso humano. Em que com a aplicação desse conhecimento cientifico das leis que regem o universo, o homem se tornaria mais felizes, racionais e livres. A crença de que através do método cientifico (chamado também de cientificismo) a sociedade encontrará a justiça, a igualdade e a paz. Esse progresso é adquirido no plano terrestre e não mais após a morte e com o fim da história como resultado da Providência Divina. Como nos afirma SUNG (1997: p.23):
Esse ideal nos mostra que a sociedade ocidental enfrentou um processo denominado por muitos pensadores como o "desencantamento do mundo", conduzindo-nos a secularização, a partir do pressuposto de que o ser humano é auto-suficiente, por causa das suas capacidades racionais, não necessitando assim de força exterior a ele mesmo. Também porque o árbitro da verdade agora passou a ser o cientificismo e o paraíso passou a ser um construto essencialmente humano, adquirido no campo terrestre através do conhecimento científico do mundo natural.
4. A religião secularizada. Os cientistas e teólogos modernistas começaram a entender a religião de duas formas: a primeira, a religião do tipo natural; a segunda, a religião do tipo revelada. Começaram a valorizar como a mais verdadeira a religião natural em detrimento da revelada, porque possui um caráter da racionalidade que estavam propondo. Podemos conferir na citação de GRENZ (1997, p.111):
A religião moderna na civilização ocidental, passou a ser entendida como uma "religião natural", nela os homens tinham contato com a Divindade através da sua razão. Esta fundamentada na existência de Deus como o ser Criador da universo e também em princípios morais universais, no qual possuem o propósito primordial de conduzir os homens para uma sociedade moderna, em que predomina as esferas profanas. Isto contra a religião baseada em dogmas retirados da Bíblia e normalizados pelas instituições cristãs. Como afirma Reginaldo Prandi (1997:p.64):
Portanto, pensar em nossos tempos globais consiste nesse caminho em que o homem buscou construir sua identidade e mundo a partir de ideais que chamamos de secularizados, em que a religião institucionalizada perde a cada dia o seu poder de determinar a "vida e a morte" das pessoas. Ideais de que o homem é o centro e a medida de todas as coisas, em que busca construir o mundo por suas próprias mãos e capacidade, assim vivemos em um processo de transformação do poder religioso em nossa sociedade.
GRENZ, Stanley J. Pós-modernismo: um guia para entender a filosofia do nosso tempo. Trad. Antivam Guimarães Mendes. São Paulo: Edições Vida Nova, 1997.
HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Trad. Tomaz Tadeu da Silva e Garacira Lopes Louro. 7. ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2003.
PRANDI, Reginaldo. A religião do planeta global. In: ORO, A. P.; STEIL, C. A. Globalização e religião. Petrópolis (RJ); Porto Alegre (RS): UFRS, 1997.
SUNG, Jung Mo. Desejo, mercado e religião. 3. ed. Petrópolis (RJ): Vozes, 1997.